Tem gente que luta, tem gente que cede
Tem gente que grita, tem gente que fala
Gente que reclama, outro se cala
Muitos a sonhar, outros a realizar
Alguns a ir, outros a ficar
Sentado no mar, sozinho no escuro
Deitado na cama, Porto Seguro
Homens objetivos, outro jogado a Deus dará
Esperando o vento, ou a vida passar
Esperando um dia, um tempo um lugar
Que nem sempre chega, um alguém pra amar
Assistindo um filme, ou na internet
Mantendo a tradição, ou a contemporaneidade
Rabiscando rabiscos, realismo a lacarte
Definindo o tempo, definindo a arte
Defendendo idéias de um pensamento
Como se fosse cimento, ninguém pode mudar
Essa idéia limitada, inflexível será
Se não martelarem o crânio, deixar o ar entrar
Pra faze-lo pensar, e o cérebro respirar
Por que não deixar, assim como está?
Cansei de defender, cansei de brigar
De murros tomados, esporros chingados
Objetivos alcançados, e a esperança pouca
A esperança de ter esperança, agora pouco concreta
será que chega, será que me espeta?
Fico no racionalismo, claro, racional
Esperando algo, que me toque o emocional