Onde nenhum pensamento nem dúvida profunda
É capaz de eliminar a existência certa de uma verdadeira falta de lógica
De uma verdadeira falta de razão ou justiça
Onde tudo que poderia estar fora de controle
Fica em um domínio limitado de algum sentido
Raso e atribuído apenas por mim
Que vivo isso, mesmo raso, cru e vago
E não chego a conclusão nenhuma
Minha compreensão é pouca
Quero mais do que possuo
E se tivesse mais, não me contentaria
Viver nesse sofrível ciclo vicioso
De buscas e buscas infinitas
Motivado apenas em ajudar um bem maior
Que não apenas o meu egocentrismo
Mais disso tudo nada adianta
Pois continua sendo egocêntrico
A busca pelo auto-reconhecimento que me faz esvaziar
Dentro dessa natureza cinza e inóspita
Vazia de algo que eu não sei
E cheia de proporções que ninguém saberá
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