sexta-feira, 6 de março de 2009

Os por que's do CAPETA

É, ainda estou meio confuso com essas ferramentas mais vou editar algo por aki.



Vou explicar o porque do meu apelido ser "CAPETA".

Começou na pré-escola

Eu sempre gostei de monstros, dinossauros, insetos...Coisas que praticamente toda criança gosta.O que pesou no meu apelido foi que na época em que eu estudei nesse colégio( Colégio Concórdia de São Paulo) ele era um colégio luterano, e sempre tinhamos que ler passagens bíblicas, fazer orações antes de começar a aula, assistir aulas de religião e tudo mais.Sempre achei aquilo um saco.Eu chegava em casa para falar das coisas "cristãs" que eu tinha aprendido nas aulas de religião e minha mãe sempre dizia:
-É mentira, maior merda essas coisas que eles falam, naum acredita nisso naum.

E blá, blá, blá...

Minha mãe se considera espiritualista e acha que não é bom as pessoas se auto afirmarem em uma religião por completo(fanatismo), e sim buscar o que há de melhor em cada uma delas.
E eu que já naum tinha muita fé, perdi completamente.
Uma vez eu comprei um boneco do capeta(EU DEVERIA TER UNS 7 ANOS) no halloween e sempre brincava com ele na escola(luterana).O pessoal começou a se apavorar dizendo que eu era um herege e aquelas baboseiras todas, ligaram para minha casa, falaram com a minha mãe dizendo q eu não parava de desenhar o diabo e isso não era legal...Enfim, perdi meu boneco satânico sei lá como(devem ter roubado).E eu, mesmo assim, não parava de desenhar monstros.Eu gostava de assustar, de ver reações.Certo dia minha professora de religião me deu uma imagem de Jesus cristo para pintar, eu com uns 7 anos fiz chifres um rabo e um tridente nele, e lá vai a professora de religião falar com a minha mãe sobre os vélhos "modos cristãos" mais uma vez.Até q um dia eu vi um ateu falar sobre as contradições existentes nas religiões, e comecei a pensar sobre aquilo, depois comecei a pesquisar e pesquisar e foi passando alguns anos e eu comecei a fazer perguntas nas aulas de religião que os professores simplesmente, ou se negavam a responder, ou naum possuiam respostas.Isso quando naum diziam apenas o famoso"você precisa ter mais fé"...Odeio isso, e fiquei com mais raiva ainda das aulas de religião pelo modo com que alguns dos meus professores tentavam IMPOR a religião deles sobre nossas mentes.

Lá pra oitava série que eu já estava me descabelando com o ensino religioso do colégio foi o ano em que surgiam os debates entre eu e o professor de religião na sala.Eu e muitos de meu amigos estavam passando por crises existências junto a mim, entrava no debate também um outro amigo meu chamado Marcelo Tenedine(deve ser assim que escreve), e ele era adepto da igreja Universal.Os debates cada dia ferviam mais, como se a sala fosse explodir, um ateu contra um luterano e um evangélico e um católico e um espírita e outro e outro.

Até que entra na escola para dar aula para nós um novo professor de história, com muitos conhecimentos em filosofia e um pensamento muito abrangente sobre diversas religiões.

Posicionamento religioso dele?Agnóstico.E aí sim quem teve que rever seus conceitos sobre religião fui eu.Tudo aquilo que diziam sobre a inexistência de Deus e expondo aquilo como verdade absoluta começou a perder sentido nas aulas dele.Realmente comecei a perceber que não valia mais a pena eu me degladiar verbalmente com o professor de religião se o fato de Deus existir ou não é algo que não possuimos certeza alguma.E realmente eu vi que eu não podia ter certeza, nem mesmo da minha existência, nem mesmo da realidade, ou do que é certo ou errado.Essa foi a pior das fases da minha vida e ainda estou nela, as coisas perdem o sentido, nada tem sentido, naum faz sentido as coisas possuirem um sentido, nem mesmo a ausência, nem mesmo a presença.E o que nos resta é apenas a dúvida!

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