quarta-feira, 6 de agosto de 2014

O homem é um cadáver adiado


Você já não sabe, já não sabe
Se corre atrás do passado, se pertence a alguma coisa
Se precisa do que tem, se tem o que precisa
Se precisa precisar de algo
Se vale mesmo atribuir importância ao que se quer
É muita coisa e você muito pouco
Como o caos da arte que te engole, o caos
E cada dia uma passagem e cada passagem um corte de velhice
e tudo passa na terra
Mas você é insignificantemente minúsculo comparado ao número de galáxias
Como seu tempo é pequeno...
Como sua vida é curta...
Seriamos escravos de tendências?
Um estúpido e imponente viés eterno?
Quadros e desenhos carburados de angústias
Modelados de angústias
Escravizados de angústias
Por mais teias de conexões de tentáculos energéticos
De explosões de idéias de uma imagem de onipotência que se possa imaginar
Você, seu panaca, é pequeno